Ômicron: 5 pontos de atenção que todo condomínio deve ter durante a nova fase da pandemia

O que já era esperado vem acontecendo: uma explosão com novos casos de covid-19 após as festas de final de ano. O rápido contágio pela variante ômicron, somada a epidemia de influenza, vem exigindo que os síndicos reforcem as medidas sanitárias nos condomínios para que o local não se torne um foco de contaminação. 

Apesar do avanço da vacinação no País com 67% da população com o esquema vacinal completo, o que vem reduzindo os casos graves da doença, o sistema de saúde está voltando a ficar sobrecarregado, exigindo cuidados por parte de todos. Prefeituras de 14 capitais e do Distrito Federal já anunciaram o cancelamento do carnaval de rua, por exemplo. 

Pensando nisso e buscando esclarecer as dúvidas de muitos síndicos e condôminos, a Communy fez pesquisas, consultou associações, síndicos profissionais e administradoras, e hoje estamos trazendo orientações atualizadas para o enfrentamento desse novo momento da pandemia no seu condomínio. Confira!

1. Áreas comuns e de lazer 

Diferente das fases anteriores da pandemia, quando tudo parou e as áreas comuns e de lazer de muitos condomínios foram fechadas no pico de contágio, a recomendação é que os síndicos analisem o contexto de seus condôminos, número de infectados e se existem condições seguras de uso dessas áreas. 

Confira algumas orientações:

  • Atenção às leis e decretos locais
  • Dispensers e totens de álcool em gel, borrifadores com álcool líquido 70% ou desinfetantes e papel toalha. 
  • Manter a hiperventilação das áreas fechadas.
  • Estabelecer regras de uso dos espaços de lazer, tais como playground, piscina, academia. Preferencialmente aprovadas em assembleias ou decididas em conjunto com o conselho, como:
  • Uso obrigatório de máscara (na piscina tirar apenas quando já estiver na área);
  • Reserva prévia (via app, planilha compartilhada etc);
  • Limitação do número de pessoas de acordo com a metragem para respeitar o distanciamento social.
  • Higienização dos itens e superfícies por cada pessoa que for usar.
  • Áreas que podem levar a aglomeração e alto risco de contágio como brinquedotecas e saunas, devem ser avaliadas. 
  • Áreas sociais, como salão de festas, espaço gourmet e churrasqueira, devem ter limitação do número de pessoas para garantir distanciamento;
  • Visitantes: condomínios podem medir temperatura e exigir carteira de vacinação comprovando duas doses, dose única e reforço contra covid-19;
  • Salão de beleza, cafeterias, lojas de conveniência, pet shop, espaços de coworking entre outros serviços instalados dentro de prédios devem seguir as regras estabelecidas por governos estaduais e prefeituras;
  • Publicar as regras de uso nos meios oficiais do condomínios e instalação de placas;
  • Treinamento dos funcionários sobre as novas regras;
  • Ampliar a rotina de limpeza das áreas.

2. Assembleias 

Todo início de ano é marcado por um momento onde ocorrem muitas assembleias condominiais para prestação de contas, previsão orçamentária e, eventualmente, eleição de síndico, subsíndico e membros do conselho fiscal/ consultivo. 

A modalidade de assembleia virtual continua sendo uma ótima alternativa, ainda mais em um momento crítico de contágio tanto de covid-19 quanto de influenza. A tecnologia nesse momento tem se mostrado uma grande aliada, não existem mais motivos para se colocar em risco de forma desnecessária. Hoje existem diversas plataformas onde é possível realizar uma assembleia tão boa quanto a presencial. 

Por que realizar assembleia virtual:

  • Elimina os riscos de contágio.
  • É mais inclusiva: permite a participação de quem faz parte do grupo de risco ou está fora da cidade.
  • A prestação de contas anual é obrigatória: deixar de fazê-la em assembleia implica em irregularidade.
  • Condomínios em que os síndicos estão com mandatos vencidos ou a vencer devem realizar eleições: condomínio sem representante acarreta em muita dor de cabeça, a começar pelas exigências bancárias; 
  • Consta no novo artigo 1358 – Q – VIII, do Código Civil, “a possibilidade de realização de assembleias não presenciais, inclusive por meio eletrônico”. E há um entendimento jurídico de que se a Convenção do condomínios não proíbe, o formato pode ser adotado. 

3. Cuidados com os colaboradores

O síndico deve dedicar atenção especial aos colaboradores para que reforcem os cuidados preventivos e evitar assim o contágio por covid-19. Instruí-los sobre o uso de máscara, limpeza da área de trabalho, cobrar de se vacinarem são todos hábitos de um bom síndico. É bom para a saúde dos colaboradores, e também para a segurança de todos no condomínio. 

Muito além de exigir e acompanhar a vacinação de todas as doses contra covid-19 o síndico também pode estimular e cobrar que os colaboradores se vacinem contra a influenza. Solicitar que apresentem o cartão de vacina ou colocar na agenda deles um dia para vacinação é uma boa medida. 

Mas caso um deles apresente sintomas, deve ser feito o teste de covid-19 o quanto antes. Se estiver doente, deve ser afastado das atividades para se recuperar e o síndico deve ter um plano de contingência para cobrir o posto que ficará vago temporariamente. 

No caso de funcionário terceirizado, é importante ter cláusulas contratuais que garantam a reposição de posto. 

4. Convivência entre condôminos 

Muitas empresas estão retornando com o esquema de Home Office e mais pessoas voltarão a passar mais tempo em suas unidades por algumas semanas. Tolerância e empatia devem prevalecer na comunidade e ao síndico cabe um esforço para mediar e conciliar possíveis conflitos que surgirem.

Se por um lado a lei assegura o direito ao sossego (artigo 1.336 do Código Civil) do condômino, por outro garante o direito de propriedade, conforme o artigo 1.228 do Código Civil que diz que o proprietário tem direito de usar, gozar e dispor do seu imóvel.

Algumas recomendações são:

  • Estabelecer um protocolo de gestão de conflitos.
  • Plantão de atendimento do síndico ao condômino: telefone, e-mail, videoconferência. 
  • Usar e abusar da comunicação por meios oficiais: manter todos sempre informados sobre novidades, novas regras, movimentações dentro do condomínio (mudanças, reformas, manutenções) e campanhas periódicas de conscientização reduz o número de reclamações e conflitos.

5. Limpeza na pandemia

Síndicos devem retomar com a rotina de limpeza mais frequente nas áreas de maior trânsito de pessoas no condomínio. Um bom protocolo de limpeza deve contemplar:

  • Roteiro e periodicidade na limpeza de áreas mais usadas:
  • elevadores
  • portas
  • maçanetas
  • interruptores
  • interfones
  • bancada de trabalho de funcionários
  • Lixo: o delivery deve aumentar consideravelmente, então deve-se dar maior atenção ao lixo reciclável.
  • Desinfecção de ambientes com pulverização ou empresa especializada, a depender do volume de circulação ou casos confirmados de covid-19.
  • Aumentar a compra de produtos de limpeza essenciais para o momento como:
  • refil de álcool em gel
  • álcool 70%
  • desinfetante
  • panos
  • luvas
  • pro pé (sapatilhas descartáveis para calçados)
  • papel toalha
  • EPI ‘s (Equipamentos de Proteção Individual) para equipe de limpeza: luvas e botas específicas, óculos, uniforme, face shield etc.

Agora que você já sabe como tomar todos os devidos cuidados diante da nova fase da pandemia, conta pra gente o que você achou deste artigo. Ele foi útil pra você? Comenta aqui embaixo! 

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